Graças a proliferação do fungo Botrytis cinerea nas uvas em um processo natural, chamado de podridão nobre é que se produz verdadeiras joias.

Na Hungria, os exuberantes Tokaji, primeiro vinho a ser feito sabidamente de uvas botritizadas, são destaque mundial nesse assunto. Há uma estimativa histórica de que esses rótulos começaram a ser produzidos até dois séculos antes dos Sauternes.

Alguns dos mais caros e conhecidos exemplares do mundo são elaborados graças à botritização natural das uvas. Na região francesa de Sauternes, por exemplo, em grandes safras, os resultados podem ser inesquecíveis, com um líquido dourado brilhante, de doçura e acidez equilibradas, aromático e de textura untuosa.

Tais preciosidades só existem devido ao desenvolvimento benéfico do fungo Botrytis cinerea nas uvas. Para que isso ocorra, as condições de clima, principalmente na fase final de maturação das uvas, devem ser variáveis quanto à umidade, noites úmidas seguidas de dias ensolarados e secos.

Para nossa felicidade os vinhos que chegam ao mercado são elaborados apenas com uvas que desenvolveram a podridão nobre, alguns deles são: Pajzos Aszú 6 Puttonyos (Hungria),  Grande Renaissance Sauternes AOC (França) e o chileno Viu Manent Noble Semillon Botrytis.

original em: Blog do Sommelier

Anúncios