Hoje o Blog está romântico e traz para seus seguidores dois belos poemas tendo como pano de fundo o vinho.

Portanto amantes da poesia, viajem nos poemas degustando seu vinho predileto. Tendo sempre em mente o que dizia o filósofo persa Avicena, quando afirmou que:

“O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão.”

SONETO DO VINHO
Em que reino, em que século, sob que silenciosa
Conjunção dos astros, em que dia secreto
Que o mármore não salvou, surgiu a valorosa
E singular ideia de inventar a alegria?
Com outonos de ouro a inventaram.
O vinho flui rubro ao longo das gerações
Como o rio do tempo e no árduo caminho
Nos invada sua música, seu fogo e seus leões.
Na noite do júbilo ou na jornada adversa
Exalta a alegria ou mitiga o espanto
E a exaltação nova que este dia lhe canto
Outrora a cantaram o árabe e o persa.
Vinho, ensina-me a arte de ver minha própria história
Como se esta já fora cinza na memória.

Jorge Luis Borges *

VINHOS E LIVROS
Da vida sábia e sem perda
Melhor exemplo não topo
Que um livro na mão esquerda
E na mão direita um copo.

Com igual fervor constante
Tua mão colide e agrega
Bons livros, na tua estante
Bons vinhos, na tua adega!

Cardoso Marta **

De que nos valem livros sem serem lidos e vinhos sem serem bebidos? Boa leitura e tim, tim!

* escritor argentino

** jornalista e poeta português

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