O aumento da produção de vinhos brasileiros tem dado novo fôlego à economia da Capital Federal. Apenas em 2015, 70,4 milhões de uvas ideais para a indústria vitivinícola foram colhidas no país, segundo dados do projeto Vinhos do Brasil. No Vale do Rio São Francisco, no Nordeste, e em Pirenópolis, cidade do estado de Goiás à aproximadamente 150 quilômetros de Brasília, já é possível enxergar a presença de vinhos de boa qualidade.

“O solo da região de Brasília é muito bom para a produção de vinhos. Temos altitude, amplitude térmica e solo adequado: basicamente tudo que é necessário para produzir um bom vinho”, avalia o proprietário da Adega Baco, localizada no Setor Sudoeste / Octogonal, Gilberto Zortea.

E falando de bons restaurantes em Brasília, há também o Aquavit, que fica em uma moderna casa do Setor de Mansões do Lago Norte e onde o simpático e talentoso chefe dinamarquês Simon Lau Cederholm transforma a mistura de receitas escandinavas e ingredientes bem brasileiros em deliciosos banquetes.

O conhecimento aliado à tecnologia utilizada para a fabricação da bebida possibilitou a maior popularidade da bebida. “Os produtores brasileiros aprenderam a identificar as características do solo e quais uvas se adaptam mais facilmente a cada um. Isso é um trabalho muito árduo, que envolve consultoria, manejo dos vinhedos e trabalho de campo”, destaca José Maria Santana, autor do livro Comida e vinho: harmonização essencial.

Comungo da mesma opinião de Santana que, não acredita em regras absolutas quando o assunto é harmonização. “Nem sempre um vinho tinto específico é o melhor para carnes vermelhas. A quantidade de tanino na bebida escolhida pode impactar a experiência gastronômica, já que pode deixar um sabor residual”, ressalta Santana.

“Dependendo da uva, ela pode trazer amargor e adstringência. Se não há a escolha do prato adequado, o comensal pode ter a sensação de aspereza, o que compromete o prazer nas refeições”, alerta o especialista, que enxerga um amplo mercado para os vinhos brasileiros. “Os fabricantes aprenderam a conviver com as oscilações climáticas e têm apresentado vinhos com mais regularidade.”

Como vemos, a foto que ilustra este post é de um Malbec, tirada por um seguidor do Blog. A dica de harmonização para este tinto é com carne vermelha (não necessariamente). E como os brasileiros consomem bastante churrasco. Fica então a dica, inclusive com uma suculenta costela bovina.

original em: http://df.divirtasemais.com.br (com adaptações)

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