Fartlek? Que é isso? Nunca ouviu falar este termo? Então vamos desvendar o significado desta palavra de origem sueca.

O treinador sueco Gösta Olander foi o inventor do fartlek, que poderia ser traduzido como brincar de correr ou correr brincando. Entretanto, trata-se de um treino sério e extremamente eficaz, compreendendo uma mistura de trabalho intervalado, de repetições, de treinamento em áreas com aclives e declives e até algum tempo de corrida de ritmo. Quem analisa apressadamente o fartlek é incapaz de avaliar o nível de contribuição que ele dá ao atleta na melhoria de seu condicionamento.

O corredor costuma terminar cansado uma sessão de fartlek, mas nunca exaurido, mesmo porque a variação de atividades durante o treino faz com que ele atue menos intensamente na componente psicológica, um dos principais fatores para uma fadiga precoce.

O método, criado na segunda metade dos anos 30, foi mais revolucionário que o treinamento intervalado, idealizado mais ou menos na mesma época pelo alemão Woldemar Gerschler. Rendeu à Suécia cerca de 20 recordes mundiais entre 1938 e 1944, principalmente em performances brilhantes dos atletas Gunder Hügg e Arne Andersson.

Uma definição mais acadêmica do fartlek seria um tipo de treino no qual o corredor deverá variar ritmos, distâncias e condições de superfície do percurso por um período entre 40 e 80 minutos. Dentro dessa definição genérica, é fácil inferir-se a extensa gama de variedade que o mesmo pode oferecer.

Nos dias de hoje, as assessorias e os instrutores de corridas, costumam fazer as sessões de fartlek com grupos de corredores, de níveis de condicionamento não muito diferenciados. Neste contexto, cada um comanda o treino por determinado tempo, alternando, por isso mesmo, o ritmo da corrida, além das condições de relevo e de superfície.

O descompromisso com distâncias ou tempo pré-estabelecidos dá ao fartlek a sensação de que se está fazendo uma sessão de recreação. Na verdade, no entanto, trata-se de um treino sério, que produz ótimos resultados na melhoria da velocidade do corredor e que, por outro lado, não costuma provocar lesões, nem é tão temido como os trabalhos intervalados.

A principal regra do fartlek é a ausência de regras rígidas na sua realização. Tudo deve ser feito de forma intuitiva e improvisada, valendo-se do que for surgindo à frente e na cabeça do corredor ou do técnico que está orientando a sessão.

Portanto, para aqueles não adeptos dos treinos tradicionais está aí o famoso método “correr brincando”. Divirta-se!

Fonte: revistacontrarelogio.com.br (com adaptações)

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