Antes de tudo devemos ter em mente que a Tannat está para o Uruguai, assim como a Malbec está para a Argentina. Os tintos uruguaios elaborados com a Tannat tornaram essa uva conhecida entre os brasileiros, porém, sua origem é francesa. Por lá, os vinhos são rústicos, quando jovens, de cor concentrada, com alto teor de acidez e taninos. Aliás, sua riqueza tânica pode ser uma das prováveis origens do seu nome, que vem de “tanat”, na língua Occitana (língua romântica falada no sul da França). Também pode ser uma referência à cor violácea ou ainda à coloração da sua folhagem.

Introduzida no Uruguai no século XIX, por Pascual Harriague, um imigrante basco francês, essa variedade encontrou ali, no solo vulcânico e clima ameno, um terroir em que se expressa com grande refinamento, gerando exemplares robustos que se beneficiam do estágio em barrica e que, muitas vezes, mostram o seu melhor após alguns anos de guarda.

A harmonização da Tannat agrada em cheio os apreciadores de churrasco uruguaios e brasileiros. Os taninos dessa uva combinam muito bem com carnes mais gordurosas. Dá-lhe picanha, mas nada em excesso heim. Salud!

Fonte: wine.com.br (com adaptações)
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