lima-wineO Peru abriga os vinhedos mais antigos da América do Sul, e alguns produzem até duas safras por ano. Os passeios por vinícolas de tradição ou tours no meio do deserto têm um toque em comum: o pisco, a bebida nacional.

Mesmo com verões quentes e poucas chuvas, o Peru tem vinhedos onde se colhem até duas safras ao ano, graças à combinação entre inverno com altas temperaturas e investimentos em irrigação artificial. Os peruanos são pioneiros da produção de vinhos na América do Sul — como em nenhum outro país latino-americano, a viticultura de lá nasceu sistematizada: em 1560, havia 40 mil hectares destinados à atividade. Hoje, as plantações ficam na costa central, ao redor da cidade de Pisco, onde a brisa do Pacífico ajuda a reduzir as temperaturas extremas. A região dá nome a uma bebida popular entre peruanos e estrangeiros, por causa do alto teor alcoólico: o pisco, aguardente de uva. A maior parte das uvas do Peru são destinadas à produção da bebida nacional.

A costa norte também é dona de alguns vinhedos — alguns estão a 1.500 metros acima do nível do mar. Os primeiros foram plantados pelo espanhol, Francesco de Carabantes, após a conquista do Império Inca pelos espanhóis, em meados de 1547. Com a chegada dos anos 1980, a produção passou a ser influenciada pela modernidade.

Os produtores começaram a adquirir equipamentos de aço inox e contrataram consultorias de enólogos europeus. O famoso enólogo francês, Émile Peynaud, ajudou a fundar a primeira vinícola do Peru, a Viña Tacama, localizada no Vale de Ica, principal região produtora do país. O lugar exibe paisagens intrigantes, com vinhedos plantados literalmente no meio do deserto.

Veja outras vinícolas peruanas muito frequentadas pelos turistas:

  • Tacama
  • Ocucaje
  • Santiago Queirolo
Fonte: correiobraziliense.com.br (com adaptações)
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