A corrida de rua, como atividade de predominância aeróbia, de manutenção da saúde, e podendo ser praticada ao ar livre, destaca-se, atualmente, como uma das modalidades esportivas mais praticadas no Brasil. Em 2010, o jornal Folha de São Paulo já publicava, em sua versão online, que a modalidade era a segunda mais praticada no país, com 4,5 milhões de adeptos, gerando uma receita direta, próxima a R$ 3 bilhões por ano. Estando este valor, ligado à hospedagem, à alimentação, ao transporte, ao lazer e às compras. (segundo pesquisa do UOL).

A facilidade de acesso, o baixo custo, a possibilidade de benefícios à saúde e a prática da atividade ao ar livre auxiliam na escolha e na prática do esporte. No país todo são disputadas várias provas, chegando a reunir mais de 20 mil pessoas em um único evento. Existem circuitos, corridas de revezamento, corridas para crianças e, muitos outros formatos, que possibilitam a participação de toda população. Além, de proporcionar aos atletas amadores, a oportunidade de correr ao lado de atletas campeões, renomados na modalidade, fato que não ocorre em outros esportes.

Devido a este crescimento do número de praticantes, surge também a preocupação quanto aos métodos de treinamentos utilizados e a qualidade dos profissionais capacitados para suprir esta necessidade. O conhecimento das variáveis do treinamento é fundamental para a prescrição correta dos exercícios de corrida, assim como o conhecimento de como adequar essas variáveis. Diante disso, autores como, Oliveira et. al, (2010), ressaltam também a importância do entendimento dos mecanismos de fadiga e das respostas fisiológicas dos diferentes tipos de treinamentos para uma correta elaboração das sessões de treinamento, relacionando volume, intensidade e recuperação, para obtenção de melhores resultados do rendimento aeróbio.

Dentro desta perspectiva de crescimento do esporte algumas empresas criaram grupos, também chamados “clubes de corrida”, com os próprios colaboradores da empresa. Sendo que os integrantes destes ocupam desde cargos operacionais até cargos executivos dentro da organização, proporcionando desta forma, uma proximidade entre os funcionários, gerando novas possibilidades de negócios e relações mais estreitas dentro da empresa. Muitas vezes, a empresa disponibiliza, também, assessoria esportiva, formada por profissionais de educação física, nutricionistas e fisioterapeutas, oferecendo ainda, em alguns casos, patrocínios para participação dos grupos em eventos regionais, nacionais e até mesmo internacionais.

Entretanto, apesar da ótima opção de socializar com outros corredores, os treinos e provas precisam ser supervisionados por profissionais especializados que vão monitorar vários aspectos fisiológicos e metabólicos, (força muscular, potência aeróbia, frequência cardíaca), para fazer um programa que atenda as necessidades específicas de cada pessoa. É preciso considerar também que, apesar de ser um grupo de corrida onde as pessoas organizam-se para praticarem juntas, estas, correm sozinhas, e precisam de planilhas individualizadas, diminuindo assim, o risco dos “atletas” apresentarem lesões, ou mesmo, fatores que diagnostiquem o “overtraining”, caracterizado pelo excesso de treinamento.

Fonte: Luis Henrique Torquato Vanucci ( para o Portal Educação)

* Overtraining = excesso de treinamento.

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